FIB: como funciona o conceito da Felicidade Interna Bruta

O que podemos aprender com essa medida de riqueza utilizada no Butão?

Gosto de observar como nós ocidentais temos uma admiração seletiva para os costumes orientais. Artes marciais? São fascinantes! Yoga? Faço e adoro! Acupuntura? Huuum, não sei não, prefiro seguir no anti-inflamatório que é mais garantido. Essa resistência sempre me deixa receosa ao colocar em pauta para discussão assuntos mais profundos e filosóficos, como por exemplo a Felicidade Interna Bruta.

Já faz um tempo que ouvi falar no FIB e lembro que quando li sobre isso pela primeira vez eu fiquei fascinada. Quis saber mais sobre o assunto e por isso resolvi dividir minhas descobertas através deste artigo.

FIB: como funciona essa medida de riqueza?

Foi em 1979 que o rei do Butão, hoje um país de 765 mil habitantes, declarou que eles não mais trabalhariam com as medidas do PIB (Produto Interno Bruto), mas sim com o FIB (Felicidade Interna Bruta). Para o restante do mundo, essa ideia só começou a ser propagada no início dos anos 2000, mas certamente soou como loucura, principalmente aqui pelos lados do Ocidente.

O que essa filosofia prega é basicamente que riqueza material não é sinônimo de felicidade. Uma nação pode ser muito produtiva e estar financeiramente estável, mas não necessariamente as pessoas são felizes. Portanto, o governo do país asiático adotou uma nova metodologia para medir o “sucesso” de sua nação.

Os elementos básicos para calcular o FIB são um tanto quanto complicados de serem mensurados: saúde física, saúde mental, satisfação no trabalho, felicidade social, bem-estar político, bem-estar econômico e bem-estar ambiental.

Essa nova medida de riqueza é polêmica, obviamente. Intrigados sobre a eficácia do projeto, muitos pesquisadores do mundo todo foram para o Butão para analisar mais de perto o cenário. Como era de se esperar, nem tudo são flores. As pessoas levam vidas mais leves, mas muitas crianças não estão na escola, por exemplo.

Como podemos ter a felicidade como propósito e não apenas o lucro ou sucesso profissional?

Por outro lado, quem visita o país enfatiza os valores muito fortes da população. A colaboração e a convivência em comunidade são essenciais no dia a dia das pessoas. Porém, é difícil medir o quanto disso vem do FIB e o quanto vem dos princípios budistas.

A Felicidade Interna Bruta poderia ser aplicada no Brasil?

Em tempos de um Brasil que grita “bandido bom é bandido morto!”, acho que dificilmente o conceito do FIB conseguiria se firmar por aqui. Pouco valorizamos nosso tempo e, consequentemente, a vida.

Essa filosofia pede uma visão mais humanista de mundo e, por aqui, as pessoas, em sua maioria, ainda têm um comportamento muito individualista de crescimento. Aos poucos, mas beeeem aos poucos mesmo, a cultura colaborativa está começando a mostrar sua força, e talvez a felicidade seja um objetivo a longo prazo.

Claro, também não dá para simplesmente deixar de lado os números de desenvolvimento e apenas ir atrás da felicidade. É utópico. Felicidade é um conceito muito subjetivo e, pessoalmente, prefiro primeiramente ver as pessoas com comida na mesa e bem nutridas do que pensar na satisfação pessoal de cada um no trabalho.

Se já é difícil fazer o FIB acontecer em um território com menos de 1 milhão de pessoas, como seria isso em um país enorme e de variedade cultural tão grande como o Brasil? Acho que, por hora, podemos acompanhar os resultados dessa proposta e tentar captar a essência dela. Como podemos ter a felicidade como propósito e não apenas o lucro ou sucesso profissional?

felicidade interna bruta

Por hora, que tal tentar implantar o FIB na sua empresa?

Se talvez seja quase impossível usar o FIB como uma referência quando se fala em Brasil, por que não começar de forma gradual? Muitas empresas já estão de olho na satisfação pessoal de seus funcionários. Afinal, profissionais mais alegres e contentes, com a vida e com o trabalho, produzem mais. Quem faz uma empresa são todas as pessoas que trabalham para ela, do dono ao recepcionista. O ânimo (ou o desânimo) de um membro da equipe pode acabar contagiando a todos, um a um.

O FIB é totalmente compatível com a economia do compartilhamento, que é uma das principais tendências de evolução quando o assunto é trabalho e desenvolvimento.

Como é feito no Butão, as empresas poderiam lançar questionários anônimos, por exemplo, para analisar a satisfação do time. Por lá, são 80 perguntas que abordam os diferentes tópicos, dos fatores físicos aos econômicos.

Alguns itens que podem ser analisados:

  • Saúde mental: a equipe está estressada? Como ela se sente?
  • Saúde física: a empresa oferece alguma atividade de bem-estar? Com que frequência os colaboradores adoecem?
  • Força econômica: a remuneração é justa e competitiva com o mercado?
  • Felicidade social: a equipe está bem entrosada e sem conflitos?
  • Bem-estar “político”: os profissionais sentem que têm voz ativa ou que apenas obedecem ordens?
  • Bem-estar ambiental: o local de trabalho é apropriado ou pode ser melhorado?
  • Satisfação geral: os profissionais amam o que fazem?

Quanto maior a instituição, mais importante se torna essa análise. Você sabe o que têm pensado e sentido seus funcionários? O questionário estilo FIB é uma ideia bacana até mesmo para os espaços compartilhados, por mais que os coworkers trabalhem para empresas diferentes. É importante saber como eles se sentem em relação ao ambiente profissional deles e o que poderia melhorar.

Os benefícios são vários: os profissionais ficam mais tempo na empresa, já que sentem que têm um suporte; com pessoas mais felizes, a produtividade dispara; quando sentem que são parte importante da empresa, os funcionários se empenham mais e vestem a camisa; diante de problemas, tendem a reclamar menos e buscar soluções; o sentir-se bem faz com que os profissionais adoeçam menos, evitando faltas e baixo rendimento.

Utópico ou não, o FIB tem potencial para nos ensinar muito. Ele pode, no mínimo, nos fazer pensar.

E você, concorda com o velho ditado de que dinheiro não compra felicidade?

Via Coworking Brasil

7 maneiras de ganhar dinheiro como nômade digital

Hoje em dia, é cada vez mais comum encontrar profissionais que escolheram ganhar dinheiro como nômade digital. Inclusive nos coworkings, há muita gente adepta desse estilo de vida. As opções são numerosas e atraentes.

Além de conhecer novas culturas e culturas, é possível ter muita liberdade e flexibilidade em relação às atividades executadas no dia a dia. Apesar disso, muita gente não começa por medo, falta de confiança ou por não se sentir preparado.

Sim, ninguém nunca está 100% preparado. Eu mesmo comecei a me tornar um nômade digital meio que por acaso. Comprei uma viagem de ida para o Nordeste, meus recursos começaram a acabar e passei a trabalhar a distância.

Se você quer se juntar à crescente tribo desse setor e ganhar dinheiro como nômade digital, aqui estão 7 dicas para você começar o quanto antes.

1. Use a economia compartilhada

Se você tem um carro ou um apartamento, por exemplo, você pode integrá-los à economia compartilhada e faturar com isso. Plataformas como Uber e Airbnb, por exemplo, pode complementar a renda ou até mesmo se tornar a principal fonte de ganho. Mesmo que você esteja viajando, pode gerenciar uma locação a distância.

2. Seja revisor e editor de textos

A revisão e a edição de textos é um tipo de trabalho que pode ser feito em qualquer lugar do mundo, contanto que você tenha um notebook e acesso à internet. Como editor ou revisor de texto, você revisará materiais escritos e verificará questões como ortografia, gramática e legibilidade.

No Brasil, há plataformas como a Rock Content, onde você pode se tornar um freelancer e se desenvolver como um profissional da área.

3. Ofereça serviços de tradutor

Caso você seja bom em línguas, pode fornecer serviços nessa área para algumas empresas e ganhar dinheiro como nômade digital. Além de faturar um bom dinheiro, é uma oportunidade perfeita para aprimorar suas habilidades linguísticas.

Você pode traduzir documentos escritos, gravações de áudio e vídeos. Você também pode trabalhar para uma ou várias agências que demandam esse tipo de trabalho.

4. Atue em programa de afiliados

O programa de afiliados consiste em promover produtos ou serviços de terceiros e você ganha uma comissão toda vez que um visitante clica em um link de afiliado e compra um produto. No entanto, para ganhar dinheiro, é muito interessante ter um site ou blog com tráfego. No Brasil, existem plataformas como a Hotmart, que disponibilizam diversos produtos e serviços que você pode comercializar como um afiliado.

5. Venda seus conhecimentos na internet

Você pode ganhar dinheiro como nômade digital vendendo seus conhecimentos nas mais diversas áreas, como marketing digital, desenvolvimento web, direito, medicina e muito mais. Tudo o que você precisa é de um notebook com acesso à internet.

Você pode atuar de forma estratégica, identificando como seu conhecimento resolve um determinado problema. Assim, pode promover produtos como e-books e cursos, a fim de comercializar seus conhecimentos.

6. Seja um gestor de mídias sociais

O trabalho de gestor de mídias sociais requer bastante tempo online e pode ser feito de qualquer lugar do mundo, desde que você tenha um notebook e acesso à internet. Caso você já tenha muita familiaridade com as redes sociais, você pode começar a oferecer serviços nessa área para os seus clientes.

Você precisará, por exemplo, desenvolver uma estratégia para criar, organizar e gerenciar todo conteúdo publicado em canais de mídias sociais, além de desenvolver estratégias de marketing.

7. Atue como um assistente virtual

Assistentes virtuais têm muitas demandas e os trabalhos podem ser feitos de praticamente qualquer lugar do mundo, tendo algumas limitações, como a questão do fuso horário, que pode afetar seu desempenho. Um assistente virtual executa atividades em várias áreas, mas a base do seu trabalho é administrativa.

Entre as habilidades de um profissional desse setor, podemos destacar relatórios de despesas, marcação de reuniões, pesquisas gerais e outras tarefas administrativas.

E aí, o que achou dessas maneiras de ganhar dinheiro como nômade digital? Essas são apenas das profissões que você pode atuar a distância, mas existem muitas outras. Espero que esse texto possa lhe inspirar para encontrar uma atividade que gera uma renda extra ou até se estabeleça como sua atividade principal.

Compartilhar: um caminho sem volta para quem busca crescer

Comune Coworking - Salas Privativas (9)

Não é problema algum optar por um coworking meramente para reduzir custos. Afinal, esse é, de fato, um dos primeiros atrativos para alguém que busca um espaço compartilhado. É como em um relacionamento: talvez a beleza ou a simpatia do seu parceiro tenha sido a primeira característica que te chamou atenção, mas, com o tempo, as outras qualidades fazem com que você se apaixone de vez.

Para a Livia Ferraro, arquiteta de Florianópolis, foi mais ou menos assim que começou a relação com o coworking. A primeira experiência foi a de dividir um escritório com uma amiga que tinha uma agência de eventos. O objetivo original era reduzir os custos altos de manter um escritório próprio. Como as duas possuíam negócios pequenos, a ideia de unirem forças pareceu ótima. No fim das contas, foi melhor do que elas podiam imaginar.

“Deu super certo! Trabalhando juntas, acabávamos fechando mais clientes, porque as pessoas iam no escritório, conversávamos e trocávamos contatos. Passávamos clientes para eles e fazíamos várias parcerias”, conta.

Foi aí que a Lívia começou a abrir mais os olhos para a ideia de compartir um espaço de trabalho. Nessa época os coworkings ainda estavam engatinhando no Brasil, então nem passava pela cabeça da arquiteta ganhar dinheiro com a proposta. Ela estava em busca de um lugar maior para o seu negócio, e daí veio a ideia de partilhar o ambiente com outras empresas. O coworking próprio surgiu para que ela e outros profissionais da arquitetura pudessem atuar próximos e com menos gastos de estrutura e manutenção.

O que era para ser uma mera conveniência acabou virando motivo de encanto e paixão. “Minha vida mudou muito depois do coworking. Você sai de um espaço fechado, recluso e você amplia seus horizontes e sua rede de contatos. Esse espaço que eu montei acabou virando um coworking e possibilitou muita troca, novas experiências e novos projetos para todos os lados”, explica.

“Eu acho que o mais rico de um coworking é a troca.”

No quesito profissional, a junção de diferentes pessoas em um mesmo ambiente também foi superpositiva para Livia: “A gente acabou agregando muitos arquitetos. Alguns estagiários que trabalhavam na minha empresa acabaram se formando e foram fazer parte do coworking. E aí o que aconteceu foi que a gente conseguia ter uma estrutura muito enxuta de empresa, mas podíamos contar com o trabalho lado a lado com outros arquitetos. Então assim, percebi que você não precisa estar com uma empresa muito inchada, com muitas pessoas contratadas”.

Aos poucos, funcionando como uma cooperativa de arquitetos, o modelo de trabalho era benéfico para todas as partes. Quando haviam mais projetos em pauta, Livia tinha ao redor diferentes profissionais para trabalhar em parceria. Eles montavam equipes e podiam trabalhar diariamente lado a lado, facilitando o workflow.

compartilhar

 

Parte do time que compartilhou experiências e projetos com Livia.

“Eu acho que é uma super ideia, ter coworkings e cooperativas focados em segmentos de trabalho. É superlegal, acaba que um chama trabalho pro outro. Principalmente para os recém-formados. É uma forma de você começar o seu negócio, já com clientes, e depois de algum tempo você deslancha na carreira”, opina.

Por fim, a ideia de reduzir gastos na estrutura da empresa se tornou um projeto muito maior para Livia. O aprendizado foi enorme e a mudança de vida inegável.

“Foi muito rápido pra perceber o quão rico é você poder trocar experiências no dia a dia. É um espaço mais alegre e mais dinâmico, onde a gente cresce e aprende muito se baseando também nas experiências dos outros”, resume Livia.

Via: Coworking Brasil

Empreendedor por necessidade ou por oportunidade: entenda as diferenças

Via Coworking Brasil. Os dois tipos de empreendedorismo crescem cada vez mais no Brasil, mas é preciso foco para não fracassar.

Esses tempos fizemos por aqui um post sobre os 6 perfis de empreendedores que a Endeavor Brasil definiu em uma pesquisa há algum tempinho. E hoje vamos falar dos dois grandes grupos que têm crescido (e muito!) no país, mesmo em tempos em que a economia não anda lá uma maravilha. Você sabe quais as principais diferenças entre o empreendedor por necessidade e o empreendedor por oportunidade?

O empreendedor por necessidade

Em constante crescente no Brasil nos últimos anos, o empreendedor por necessidade é aquele profissional que não arriscaria no mundo dos negócios se a vida não tivesse o levado a isso. Ou até pode ser que ele tinha uma certa vontade de empreender um dia, mas que só foi tentar quando perdeu o emprego ou se viu sem alternativas.

O aumento desse tipo de empreendedor se deu justamente pelo mercado em crise e o alto número de demissões. Dessa forma, muitos profissionais que ficam desempregados e não veem perspectivas de se recolocarem em suas áreas acabam partindo para o empreendedorismo. Por isso o título, já que eles estão nessa mais por que se sentem pressionados do que por um dom natural para a coisa.

Também se “encaixam” nessa categoria aquelas pessoas que sempre sonharam em abrir uma empresa, mas que por medo e até pela zona de comodismo nunca o fizeram. Então, quando acontece uma demissão e aparece um valor alto de rescisão, elas enxergam como o “agora ou nunca” de suas carreiras e investem no sonho que ficou tantos anos na gaveta.

Mas é preciso ter cuidado: quem acaba caindo nesse impulso de enxergar o empreendedorismo como única opção pode ficar cego para todos os riscos dessa alta aposta. É preciso fazer movimentos conscientes e estudar muito para que tudo não seja em vão. Afinal, você não quer fazer parte da estatística do Sebrae de que pelo menos 23% das empresas no Brasil fecham as portas nos dois primeiros anos, certo?

O empreendedor por oportunidade

Já o empreendedor por oportunidade mostra, desde o início, um pouco mais de feeling para o business. Isso porque ele começa seu negócio a partir de alguma ideia clara que enxergou. Sabe aquele insight precioso de perceber uma carência no mercado de determinado produto ou serviço? Esse é o caminho do empreendedor por oportunidade.

Ao perceber que pode criar um negócio diferenciado, ele agarra a ideia e investe pesado no sonho. Mas, assim como falamos que esse empreendedor pode ter mais feeling, é preciso dizer que ele também pode ficar mais cego para os contras que toda empreitada oferece.

Muitos empreendedores de oportunidade largam carreiras sólidas e investem tudo que têm em uma ideia, o que é ótimo pelo sentido da garra e da ousadia, mas que pode ser arriscado se não for bem calculado. É preciso encontrar o equilíbrio: sim, acredite no seu produto, mas saiba traçar os passos e prever os percalços.

Um exemplo famoso e de sucesso é o começo da Cacau Show. O empreendedor Alexandre Tadeu da Costa vendia chocolates de porta em porta, até que, na semana anterior a Páscoa, notou uma alta demanda em ovos de 50g. Porém, a fábrica que Alexandre comprava os produtos para revender não fazia chocolates nesse formato. Foi aí que ele pegou um empréstimo com o tio e passou a preparar os ovos em casa. E o resto é a história que todos conhecem: a Cacau Show hoje tem mais de 1.000 lojas pelo país e fatura milhões por mês.

Registro em MEI é a opção que mais cresce no país

Há alguns anos que a crise no Brasil perdura, e não podemos deixar de notar a capacidade de reinvenção dos brasileiros. Tanto que os números não mentem: mais de 11 milhões de empresas foram criadas nos últimos 3,5 anos no Brasil (dados do Sebrae), e o país é um dos mais empreendedores do mundo.

É claro, isso não quer dizer que todas são grandes empresas que faturam muito dinheiro e que estão indo muito bem. É aí que mora o segredo: a maior parte dos registros de empresas é feito como MEI (Microempreendedor Individual).

Já fizemos um post aqui no blog bem completo para quem busca se enquadrar nessa categoria, mas, em resumo, esse empreendedor é aquele que pode faturar até R$ 60 mil por ano. Nada mal para quem está começando e muitas vezes não tem experiência alguma, certo?

Esse formato é cada vez mais usado por aquelas pessoas que se viram “obrigadas” a registrar uma empresa. Um exemplo cada vez mais recorrente é do profissional que perdeu o emprego e começou a fazer freelas para se sustentar enquanto um novo trabalho fixo não surgia. Só que o provisório foi virando cada vez mais sério e ele então decide se registrar como MEI, para oficialmente atuar como dono da sua própria empresa.

Independentemente de qual tipo de empreendedor você é, algumas características como autoconfiança, otimismo, resiliência e coragem não podem faltar na sua missão. Se agarre aos seus valores, ao que você realmente acredita, e faça o melhor que você puder dentro disso. Estude, se especialize, corra atrás. Cada vez mais o mercado mostra que tem espaço sim para quem tem diferencial e ousadia. Seja um desses empreendedores!

Dúvidas sobre coworking: o que as pessoas sempre perguntam?

Via Coworking Brasil. Para muitas pessoas esse é um universo completamente estranho. Algumas questões podem soar engraçadas, mas todas são muito pertinentes.

Para algumas pessoas o coworking já é um lifestyle definitivo. Quem entrou nessa dificilmente quer sair e faz com que a sua vida toda se adapte às experiências compartilhadas. Mas, para grande parte da população, esse assunto ainda é uma incógnita. E é aí que podem surgir muitas dúvidas sobre coworking, mas nada que um coworker não consiga responder.

Algumas são engraçadas, outras são bem pertinentes. Mas o fato é que, ao conversarmos com pessoas que não entendem muito dessa tendência, precisamos ser pacientes para mostrar tudo de bom que o coworking pode proporcionar.

Vem ver quais são os questionamentos mais recorrentes:

1. Como assim você não trabalha em um lugar fixo?

Em geral, o mais chocante para os “leigos” é o fato de que os coworkers não trabalham em um único lugar fixo. Uma das coisas mais estranhas para eles é o fato de você poder escolher o seu próprio escritório, fugindo do trânsito e das longas distâncias, normalmente optando por um lugar mais próximo de casa.

Não se adaptou ao primeiro espaço eleito? Dá para testar outros e trocar! O formato tradicional de escritório vem sofrendo uma série de mudanças nas últimas décadas — dá para acreditar que há não muito tempo os funcionários fumavam cigarros sem ter que sair de sua mesa de trabalho?

Assim como nos acostumamos com outras evoluções, muito em breve o conceito de escolher o local de trabalho será algo comum para a grande maioria.

2. Quer dizer que a pessoa que trabalha do seu lado não é necessariamente sua colega?

Essa pergunta vem com variações do tipo “então você não conhece a pessoa que está do seu lado, é isso?”. Essa é a hora de explicarmos que, na maioria dos casos, os coworkings abrigam freelancers, autônomos e pequenas empresas. Então, sim, o colega ao lado não é um colega de empresa, mas não deixa de ser um companheiro de trabalho. Um co-worker, como a palavra já se auto explica.

3. Não é estranho trabalhar com pessoas de diferentes áreas e empresas?

Um dos pontos que as pessoas mais estranham é justamente uma das características cruciais do coworking: trabalhar e se conectar com pessoas de diferentes áreas de conhecimento. Talvez no início, colocar lado a lado um designer de moda e um advogado pode parecer inusitado, mas essa é justamente uma das grandes vantagens desse formato de trabalho.

A criatividade, os insights e inspirações tendem a acontecer de forma muito mais acelerada em espaços compartilhados com diferentes nichos de atuação. Pense que você sempre estará aprendendo algo novo!

4. Como funciona isso de não ter horário a cumprir?

Perceba como a maioria das perguntas estão relacionadas à liberdade no dia a dia. O fato é que

as pessoas têm uma certa dificuldade em compreender que é possível ter uma carreira séria e comprometida com benefícios como a flexibilidade.

A resposta é simples: sim, você define o horário do seu expediente. Claro que, em geral, os coworkers trabalham durante o dia, mas se quiserem podem labutar tranquilamente durante a noite. Imagine só a cara daquela tia mais antiquada quando você falar que o seu coworking fica aberto 24 horas e nos finais de semana também?

5. Como o seu chefe deixa você trabalhar de um lugar que não seja a sede da empresa?

Para quem não é freelancer ou dono da sua própria empresa instalada em coworking, a dúvida gira em torno dessa coisa de estar longe da sede oficial da empresa. Outro ponto a ser explicado com paciência, já que para muita gente ainda é muita informação entender como funciona a logística das grandes companhias.

Como explicar para a sua avó que você está em São Paulo trabalhando para uma empresa chinesa e que você não tem crachá e nem precisa bater ponto?

6. Tá, mas qual é a vantagem disso? Por que você não trabalha em casa, então?

Bom, uma vez que você conseguiu explicar como funciona sua independência e liberdade, a grande questão se transforma: agora os novos conhecedores do termo coworking querem saber por que você não fica trabalhando em casa e aproveita para economizar uma grana.

Aí você tem que explicar que o home office é sim uma tentação, mas que muitos infortúnios acompanham esse aparente paraíso. A cama que fica convidando para uma soneca no meio dia, os cachorros que ficam latindo, o vizinho cortando a grama, o carteiro tocando a campainha e assim por diante.

Sem contar o leque de oportunidades que se cria a partir das novas conexões feitas no espaço compartilhado — oportunidades essas que você jamais teria se ficasse em casa isolado.

O que um baby boomer deve achar de trabalhar em um coworking?

Como algumas pesquisas mostram, cerca de 78% das pessoas que trabalham em coworkings têm menos de 40 anos. Ou seja, é um fato que essa cultura ainda é uma novidade e muitas vezes uma completa incógnita para pessoas que se aproximam (ou que já estão) da terceira/melhor idade.

Mas com os espaços compartilhados se firmando cada vez mais não somente nas grandes cidades, a tendência é que cada vez mais faixas-etárias comecem a aparecer entre as shared desks. E que ótimo! Estamos ansiosos para que isso aconteça!

Para exemplificar as principais impressões de um baby boomer (pessoas nascidas entre 1946 e 1964) ao trabalhar em um coworking, deixamos como sugestão de leitura este artigo aqui. No texto, uma mulher de 60 anos conta como foi seu ingresso em um espaço compartilhado em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Entre as principais e curiosas observações dela estão o fato de que quase todos os coworkers são capazes de falar e digitar ao mesmo tempo; que ninguém além dela se lembra da presidência de Ronald Reagan, muito menos do dia em que John F. Kennedy foi morto; e que ir de bicicleta para o trabalho é muito mais “cool” do que de carro.

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Como surgiu o COWORKING

O termo coworking foi criado em 1999 por Bernie de Koven. Em 2005, o termo foi usado por Brad Neuberg, um engenheiro de software, nos Estados Unidos para designar o primeiro coworking, do qual foi o responsável. Junto com os seus amigos, fundou o escritório chamado Hat Factory, em São Francisco, nos Estados Unidos, abriu as portas para aqueles profissionais que precisavam de lugar para trabalhar e queriam compartilhar experiências.

Afinal, um dos fatores que faz o coworking ser mais atrativo é a questão de trocas de experiências, ideias e valorização do networking através de contatos com vários profissionais no mesmo espaço. Hoje, o número de usuários de coworking vem crescendo gradativamente no mundo inteiro. Atualmente, são apontados dados de aproximadamente 110mil coworkers em 81 países. (Revista Exame, 2011).

COMO FUNCIONA?
Um coworking funciona a partir da locação de espaços que oferecem serviços e toda infraestrutura necessária para um escritório, como por exemplo: internet de alta velocidade, serviços de secretária, limpeza e organização. E, também oferecem ambientes de trabalho com estações de trabalho individual ou em grupo, salas de reuniões, copas ou cozinha, às vezes uma área de descanso ou varandas.
Para locar esse espaço, são cobrados valores diários, semanais ou mensais, assim podendo formar diversos pacotes que podem atender a necessidade de cada um. São determinados por horas/mês ou semana, com ou sem direito ao uso de sala de reunião e quantas vezes, estação de trabalho compartilhado ou individual, alguns com direito a lanches e bebidas, armários com chaves, secretária para atender telefonemas e anotar o recado e etc.

A intenção de um escritório compartilhado é que o usuário/cliente preocupe-se somente com seu trabalho, o resto a empresa se encarrega. Mas, outro modo de utilizar esses espaços. Existem aqueles profissionais que são de outro estado ou país e que vieram a trabalho, e precisam de um espaço para fazer reunião. Neste caso é possível locar somente a sala de reunião por diária ou por hora. Ou, se ele somente precisa de um espaço para trabalhar, pode locar pagando a diária e utilizar o espaço.

Também existem aqueles serviços adicionais que são cobrados uma taxa extra, como por exemplo, serviços de secretária para atender ao telefone em seu nome ou da sua empresa, o uso do endereço para correspondência e dependendo do coworking a locação de auditórios para eventos.

Fonte: ANNA YURI MIRANDA MURAYAMA / BRASIL ESCOLA